Ganhe 5% OFF na primeira compra com o cupom BEMVINDO5Entrega no mesmo dia em Natal e regiãoEmbalagem lacrada e sem identificaçãoFrete grátis acima de R$ 150Parcele em até 6x sem juros
Sense Sex Shop Blog
Casal e relacionamento

A Arte de Amar, de Ovídio: o que ele ensinava sobre conquista (e o que ainda vale hoje)

Por Ana, da equipe Sense Atualizado em 8 min de leitura

Em poucas palavras

A Arte de Amar é um poema romano, com mais de 2 mil anos, que ensina a conquistar e a se cuidar. Ainda valem a atenção aos pequenos gestos, o asseio e a elegância sem exagero. Não valem a ideia de que um "não" é só jogo: hoje, consentimento é um sim claro.

Ana, sua amiga na Sense, segurando um livro antigo de capa de couro em uma biblioteca à luz de velas
Neste artigo
  1. Como o livro é organizado
  2. 1. “Tudo é arte”
  3. 2. Pequenas atenções
  4. 3. Asseio: o conselho mais atual
  5. 4. Elegância sem exagero (Livro 3)
  6. 5. Até rir tem aula
  7. 6. O making-of é privado
  8. O que NÃO envelheceu (e por que a Sense discorda)
  9. Ideias para hoje, com a Sense
  10. O que a Ana leva de Ovídio
  11. Cuidados e segurança
  12. Perguntas frequentes
  13. Fontes consultadas

Há mais de dois mil anos, um poeta romano escreveu um manual de conquista em versos, com humor e sem pudor. Chama-se A Arte de Amar (Ars Amatoria), de Ovídio. A Ana leu, traduziu alguns trechos leves e comentou o que ainda vale e o que ficou no passado. Spoiler: tem mais conselho de higiene e elegância do que de sedução.

Sobre a tradução. O texto de Ovídio é de domínio público. Usamos como base a edição inglesa em prosa de Henry T. Riley (1885), no Project Gutenberg, e fizemos uma tradução livre para o português, em trechos selecionados. Não usamos nenhuma tradução brasileira de terceiros, e deixamos de fora as passagens mais explícitas.

Como o livro é organizado

São três livros. O Livro 1 ensina a quem quer conquistar onde encontrar alguém e como agir. O Livro 3 é dirigido às mulheres, com conselhos de cuidado pessoal. O Livro 2 continua o poema entre os dois.

1. “Tudo é arte”

Ovídio abre o poema com um desafio:

“Se alguém do povo não conhece a arte de amar, que me leia; e, ensinado por mim, ao ler os meus versos, que ame. É pela arte que os navios correm com velas e remos; é pela arte que os carros ligeiros; pela arte também o Amor deve ser guiado.”

Nota da Ana: a ideia de que amar e seduzir se aprendem continua boa. Ninguém nasce sabendo conversar, escutar ou perguntar. O que a gente chama de “química” é, muitas vezes, atenção e prática.

2. Pequenas atenções

No Livro 1, Ovídio recomenda gestos simples, como levantar o manto que arrasta no chão:

“Pequenas atenções conquistam almas leves. A muita gente fez bem preparar uma almofada com a própria mão; fez bem abanar uma brisa com um leque e pôr um banquinho sob os pés delicados.”

Nota da Ana: adoro a lição: o cuidado está nos detalhes. Um bilhete, uma almofada, um copo de água. Só um aviso: no mesmo trecho, Ovídio sugere “limpar” a poeira do colo de quem se quer conquistar. Esse eu não faço. Tocar o corpo de alguém sem convite não é gentileza, é invasão. Pergunte antes.

3. Asseio: o conselho mais atual

Aqui Ovídio fala direto, e com humor:

“Que o asseio lhe agrade: que a roupa lhe caiba bem e esteja sem manchas; que a língua não esteja pastosa, nem os dentes amarelados. Que as unhas não estejam irregulares e estejam sem sujeira; que nenhum pelo apareça nas narinas. E que o hálito da boca não seja ofensivo.”

Nota da Ana: conselho de 2 mil anos e continua valendo, sem tirar nem pôr. Cuidar de si é uma forma de respeitar o outro. (E, se você achou familiar, é porque o Kama Sutra também recomenda banho todos os dias. Os antigos já sabiam.) Para o dia a dia, um sabonete íntimo em sachê, descrito pela loja como de higienização com refrescância sem agredir a pele sensível, é um bom item para ter à mão.

4. Elegância sem exagero (Livro 3)

No Livro 3, o conselho às mulheres é surpreendentemente moderno:

“Não carregue as orelhas de pedras preciosas, nem saia pesada de roupas bordadas a ouro: pela riqueza com que procura nos atrair, muitas vezes nos afasta. É pelo asseio que somos cativados. Que o cabelo não fique sem arranjo… Cada uma escolha o penteado que lhe convém, e consulte primeiro o espelho.”

Nota da Ana: elegância é simplicidade bem escolhida. E o recado final é ótimo: escolha o que combina com você, não o que está na moda. Isso vale para o cabelo, para a roupa e, claro, para a lingerie: um conjunto em microfibra de toque suave com renda, como a loja descreve, não precisa de enfeite a mais.

5. Até rir tem aula

Prepare-se, que esse trecho é divertido:

“Quem diria? As mulheres fazem aula até de riso… Abra a boca só moderadamente; que as covinhas sejam pequenas e que a ponta dos lábios cubra a parte de cima dos dentes. E não deixe os lados tremerem num riso demorado.”

Nota da Ana: ri do jeito que sair. Riso solto, alto, com os dentes que você tem, é a coisa mais bonita que uma pessoa pode oferecer numa conversa. Ninguém precisa de aula de riso. (E se ri de um desencaixe na hora H, melhor ainda.)

6. O making-of é privado

Ainda no Livro 3, Ovídio defende esconder a “preparação”:

“Por que expor a obra pela metade? Feche a porta do quarto. Convém que os homens ignorem muita coisa. A maior parte das coisas causaria desgosto se você não escondesse o que há por trás.”

Nota da Ana: concordo em parte. Você tem o direito de se arrumar com privacidade, e ninguém precisa ver o making-of. Mas se você quiser mostrar o cabelo sendo penteado, ou o ritual de se arrumar, também pode: é uma forma de intimidade. A regra é sua.

O que NÃO envelheceu (e por que a Sense discorda)

  • “Concorde com tudo.” No Livro 1, Ovídio sugere repetir o que o outro diz: “o que ela condena, condene; o que ela aprova, aprove; se ela sorri, sorria; se chora, lembre-se de chorar”. Nota da Ana: escutar é ótimo, concordar com tudo é fingimento. Relação boa tem opinião própria.
  • “O não é só jogo.” Em outro trecho do Livro 1, o poema defende que a resistência de uma mulher é só um jogo e que, no fundo, ela quer ser “vencida”. Nota da Ana: isso é o oposto do que a gente defende. Não é não. O BC Centre for Disease Control, do Canadá, lembra que consentimento é mais do que um “sim” solto, e a Dartmouth College orienta a perguntar, dizer o que quer e o que não quer e respeitar um “não”, um “pare” ou um “mais devagar”.

Para conversar sobre isso com leveza, leia como conversar sobre fantasias sem constranger.

Ideias para hoje, com a Sense

O que ficou de bom de Ovídio, em versão atual:

Para mais ideias, veja 12 jeitos de apimentar a relação e presente erótico para namorado ou namorada.

O que a Ana leva de Ovídio

Que amar se aprende, que cuidar de si e do outro é sexy e que elegância é saber o que combina com você. E que, em 2 mil anos, a gente aprendeu uma coisa que o poeta ainda não sabia: sem consentimento, não há sedução.

Perguntas frequentes

Quem foi Ovídio e o que é A Arte de Amar?

Ovídio foi um poeta romano que viveu há mais de dois mil anos. A Arte de Amar (Ars Amatoria) é um poema em três livros, escrito com humor, que dá conselhos de conquista e de cuidado pessoal. O primeiro livro fala a quem quer conquistar e o terceiro dá conselhos às mulheres.

A obra está em domínio público?

Sim. O texto antigo é de domínio público, e usamos como base a edição inglesa de Henry T. Riley (1885), disponível no Project Gutenberg (nº 47677). A tradução para o português, em trechos selecionados, é nossa.

Os conselhos de Ovídio ainda valem?

Alguns sim: atenção aos pequenos gestos, asseio e elegância sem exagero. Outros não: o livro trata a resistência de uma mulher como jogo e defende insistir. Hoje, o consentimento é um sim claro, livre e que pode mudar a qualquer momento.

O livro é explícito?

A obra tem passagens sensuais. Neste artigo usamos só trechos leves, sobre atenção, asseio, elegância e humor.

Vale ler a obra completa?

Vale como curiosidade histórica, com olhar crítico. Procure uma edição de editora reconhecida. A edição que usamos como base é a de Riley, em inglês.

Fontes consultadas

  1. Ars Amatoria; or, The Art of Love (tradução literal em prosa de Henry T. Riley, 1885) · Project Gutenberg, e-book nº 47677 (domínio público). Edição de origem dos trechos que traduzimos livremente para o português. Os trechos citados estão nos Livros 1 e 3.
  2. Partners & Communication (consentimento) · BC Centre for Disease Control, Smart Sex Resource. Consentimento é mais do que um "sim" solto; conversar sobre o que cada um quer e os limites torna a experiência melhor e mais segura.
  3. Consent: Communication · Dartmouth College. Dizer o que quer e o que não quer, perguntar ao outro e respeitar um "não", um "pare" ou um "mais devagar".

Conteúdo informativo, baseado em fontes públicas. Não substitui consulta com profissional de saúde.

Esse conteúdo ajudou?

Marque quantas estrelas deu. Sua nota fica salva só no seu navegador.

Na loja

Produtos para começar

Preços e estoque mudam: confira na loja.

Mesmo dia em NatalEntrega em Natal e região
Frete grátisEm compras acima de R$ 150
Até 6x sem jurosNo cartão, ou Pix
Compra discretaEmbalagem lacrada e sem identificação