Carta para a Ana de vinte e poucos anos (e para quem está começando)
A Ana escreve uma carta para ela mesma aos vinte e poucos anos e, de quebra, para quem está começando agora: curiosidade é normal, camisinha e lubrificante são aliados, consentimento vale sempre e vergonha passa.
Neste artigo
Querida Ana de vinte e poucos anos,
Senta aqui. Eu sei que você está com uma pilha de dúvidas e nenhuma coragem de perguntar. Eu sei também que você está pesquisando no celular escondido, com o brilho no mínimo, como quem estuda para uma prova secreta. Respira. Eu vim te contar o que eu queria ter ouvido.
1. Curiosidade é normal
Você não é estranha por querer saber. Quase todo mundo tem as mesmas perguntas, e quase ninguém tem coragem de fazê-las. O jeito é perguntar para quem sabe, ler com calma e rir de si mesma. A vergonha é, em 90% dos casos, bem maior na sua cabeça.
2. Camisinha é amiga
Não é “chata”, não “estraga o clima”. Ela é proteção para você e para quem está com você. E existe de vários tipos, então você acha uma que combina. Se quiser entender melhor, tem camisinha: como usar e escolher. E guarda uma na bolsa, tipo a Prudence Ice. Sempre vale.
3. Lubrificante não é “para quem tem problema”
Vai por mim: todo mundo precisa em algum momento. O K-Med de 50 g é à base de água, serve com camisinha, e eu queria ter descoberto isso uns três anos antes.
4. A primeira vez não precisa ser como no filme
Pode doer menos, pode ser mais engraçada e pode (e deve) ser conversada. Tem um texto que eu amo sobre isso: a primeira vez sempre dói?.
5. Seu prazer importa
Você pode se conhecer, sozinha, com calma, sem culpa. Um brinquedo pequeno como o mini bullet é uma ótima porta de entrada, discreto, sem mistério. E o sabonete íntimo em sachê é só um cuidado a mais para levar na mochila.
6. Consentimento vale sempre
Para você e para o outro. Um “não” é completo, não precisa de explicação. Um “sim” também pode virar “não” no meio. Qualquer pessoa que respeita isso merece ficar por perto. Quem não respeita, não.
7. Conversar salva
Dizer o que gosta, o que não gosta, o que quer experimentar e o que é limite. Parece difícil, mas é o que mais aproxima. Tem dicas em como conversar sobre fantasias sem constranger.
Por fim
A vergonha passa. A risada fica. E você, você vai ficar bem. Muito bem, aliás.
Com carinho (e uma pitada de bom humor),
Ana 💜
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